,Hakim Bey e a tática das zonas autônomas temporárias (TAZ)

Por Alan Santos.

Editora Conrad
Editora Conrad

Lembro-me bem da ocasião em que comprei o livro da TAZ, escrito pelo ativista e livre-pensador Hakim Bey, publicado em 2011 pela editora Conrad na encantadora coleção Baderna, com tradução de Renato Rezende. Gostei tanto do conteúdo que acabei por comprar outras três edições nos anos seguintes (Deriva / Monstro dos Mares, Rizoma e Veneta), além de fazer da TAZ meu objeto de estudo contínuo.

Comprei minha primeira versão da TAZ na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, em São Paulo, no final de 2013. Saí de Santos para Guarulhos para a entrevista que compõe a seleção de mestrado em Filosofia na Universidade Federal de São Paulo. Fui acompanhado de uma colega, que havia sido minha professora e que trabalhava comigo numa outra instituição de ensino. As entrevistas foram pela manhã. Na volta, paramos em São Paulo e passamos na livraria. Descobrimos, dias depois, que havíamos sido aprovados, eu para pesquisar Hakim Bey em diálogo com Michel Foucault, ela para pesquisar Vilém Flusser e a questão da linguagem.

Fiz meu projeto de pesquisa com base numa versão pirata eletrônica do texto da TAZ, editada por um coletivo anarquista. Chegando à livraria, fomos logo para a sessão de Filosofia e Ciências Humanas. Depois de olhar as prateleiras, perguntei para um vendedor se tinha um livro específico, chamava-se TAZ, o autor é Hakim Bey. Na minha cabeça ele ia consultar o acervo no computador. Mas não. Lembro-me da resposta: “brutal”. Esse texto é brutal, disse o vendedor. E foi para a prateleira sem pestanejar. No meio de livros volumosos, tirou o último exemplar da TAZ (é um livro pequeno). Entregou-me com um sorriso no rosto. Achei a capa linda. Provavelmente se tornou o meu livro favorito ali mesmo…

Pois bem, apresentemos o autor. Tarefa difícil, aliás. O sexto capítulo da TAZ se intitula Ânsia de poder como desaparecimento. Para chegar a esse título, Hakim Bey torceu o pensamento de Nietzsche, especialmente a noção de vontade de poder, também traduzida como vontade de potência. A filosofia contemporânea se esforçou para distinguir poder de potência em Nietzsche. De todo o modo, melhor seria traduzir o capítulo por Vontade de poder como desaparecimento. De que desaparecimento se trata? Da recusa de uma identidade, uma localização fixa dada pelos poderes. Daí o elogio de Hakim Bey às subjetividades nômades. Se vivemos em sociedades de controle, como apontou Deleuze, a tarefa então é desaparecer dos olhos dos poderes. Recusa de rostidade. Desfiguração de si. Deleuze-Guattari são invocados frequentemente no texto da TAZ.

Hakim Bey respeitou aquilo que prescreveu: a tática do desaparecimento. Sabe-se muito pouco sobre a sua biografia. Nesse ponto, Hakim Bey repete o gesto do escritor Thomas Pynchon. A definição de zona, inclusive, é uma referência a uma obra de Pynchon, O arco-íris da gravidade – um romance com mais de cem personagens aonde acontecimentos importam mais que as pessoas envolvidas.

Perguntado pela revista High Times, em 2002, sobre quem ele é, Hakim Bey respondeu o seguinte:

Bem, a informação padrão (que é tudo o que eu falo) é que eu era um poeta da corte de um principado sem nome no norte da Índia, que eu fui preso na Inglaterra por um atentado anarquista a bomba e que eu vivo em Pine Barrens, Nova Jersey, em um trailer da Airstream. Quando eu venho à Nova York eu fico num hotel em Chinatown. (BEY, 2002, p. 04)

Como se pode ver, sabe-se muito pouco sobre a intimidade de Hakim Bey e percebemos nas palavras dele uma ausência de vontade de se revelar. Numa outra entrevista, agora com o curador de arte suíço Hans Ulrich Obrist, cedida em 2010, Hakim Bey (2011b, p.131), mais à vontade por sentir-se ao lado de alguém com afinidades políticas próximas, revela-se um pouco mais, concedendo uma entrevista que veio a transformar-se num material de referência para o estudo de sua obra. Nela, Hakim Bey revela seu nome de origem (Peter Lamborn Wilson, sendo Hakim Bey seu pseudônimo), sua data de nascimento (1945) e o local de seu nascimento (Baltimore, EUA).

Hakim Bey começou seus estudos em História em 1965, na Universidade de Columbia, mas logo desistiu do curso para partir numa longa viagem pelo Oriente Médio, onde estudou tantra e visitou templos do sufismo. Em 1971, foi financiado pela fundação Marsden de Nova York, tornando-se pesquisador da Ordem Sufi Ni’mattullahi. Três anos depois, em 1974, foi diretor das publicações de língua inglesa da Academia de Filosofia do Império Iraniano, em Teerã (o que explica seus conhecimentos avançados em Filosofia, não somente em língua inglesa).

Após a revolução iraniana, em 1979, voltou para os EUA, seu país de nascimento, onde desenvolveu a tese sobre a tática das Zonas Autônomas Temporárias (TAZ). Com o livro TAZ, tornou-se conhecido ao descrever a propagação de espaços autônomos temporários como tática de resistência e esvaziamento de poder em nome da liberdade. No início dos anos 1980, fez parte da associação Autonomedia, sem fins lucrativos, que até hoje publica todos os seus textos nos EUA, além de filósofos contemporâneos renomados como Félix Guattari e Toni Negri.

Defensor de uma posição política de cunho anarquista escreveu sobre os mais variados assuntos: da pirataria e das relações entre tecnologia e luddismo às semelhanças do sufismo com as antigas tradições celtas. Hakim Bey escreveu ainda diversos manifestos anarquistas abordando questões do mundo contemporâneo.

Apesar da sua longa estadia no Oriente, Hakim Bey é um pensador ocidental atento aos acontecimentos políticos do Ocidente. Os motivos que o fizeram viajar para o oriente são bastante curiosos e elucidativos. Tendo sido um agitador político atuante contra a Guerra do Vietnã e tendo a revolução estudantil de Maio de 68 findado, Hakim Bey identificou um marasmo profundo ao qual o ocidente penetrou profundamente. Para fugir da sensação de tédio por falta de grandes acontecimentos políticos (pequenas manifestações já haviam se tornado rotina nos EUA, havia um fetiche revolucionário no ato de ir para as ruas sem grandes resultados ou experimentações extraordinárias), Hakim Bey optou por viajar ao oriente com o objetivo de identificar se o sufismo era uma realidade ainda viva ou se era algo que só existia em livros de misticismo. Na época, não havia como saber estando nos EUA, devido à falta de publicações sobre o tema. Não havia praticantes do sufismo nos EUA, ao menos não de forma pública que se pudesse encontrar nas ruas. Havia um “secretismo” em torno do sufismo devido ao seu alto índice de erotismo. Acabou por descobrir a realidade do sufismo assim como do hinduísmo tântrico, duas experimentações temporárias que o marcaram profundamente. Desde que voltou para os EUA, Hakim Bey não abandonou essas questões, publicando artigos vez e outra sobre esses temas; todavia, sua maior atenção direcionou-se para questões políticas.

No primeiro capítulo do livro, Hakim Bey descreveu a TAZ a partir do que chamou de “utopias piratas”, uma rede de proteção estabelecida por piratas e corsários no século XVIII entre as grandes navegações intercontinentais. Para além do comércio e do fluxo intensivo propagado pelo dinheiro e pela colonização, os piratas e corsários criaram uma rede de comunicação e trocas baseadas na liberdade e no apoio mútuo. Um respiro em meio ao sufoco. Mais do que localizar a origem histórica da TAZ, Hakim Bey demonstra a sua viabilidade: a TAZ existiu, existe e sempre existirá. A criação da TAZ é uma possibilidade concreta, basta vontade o suficiente para produzi-la.

No final do primeiro capítulo, Hakim Bey lançou a questão fundamental, estabelecendo a relação da TAZ com as práticas, ainda que temporárias, de liberdade. O objetivo da TAZ é oferecer práticas de liberdade. É curioso o modo como Bey coloca o problema:

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar por aquilo que não conhece. E o nosso coração revolta-se diante de um universo tão  cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa geração, dente todas da humanidade. (BEY, 2011, p. 13)

Dizer que só seremos livres quando todos os seres humanos, ou melhor, todas as criaturas sensíveis forem livres é afundar-se num estupor de nirvana perverso, é uma abdicação de nossa humanidade, significa nos definirmos como fracassados. Se as gerações passadas conseguiram elaborar suas táticas de liberdade, é nosso dever elaborar nossas táticas também. A liberdade é uma experimentação temporária, algo modesto e fugaz. Uma vez criada, a TAZ despertará a atenção dos mecanismos de controle, que se esforçarão para captura-la. Ao invés de adentrar no combate reativo, a TAZ se escapa e se forma em outro lugar, por isso a temporalidade curta. Não há margem para reação. A TAZ não é uma utopia, mas um lugar concreto e real, que se forma e se desmancha rapidamente para se manter livre. Segundo Hakim Bey, liberdade é estar em movimento (devir).

Hakim Bey estabelece uma crítica à ideia de revolução – e nesse ponto é mal compreendido. Apesar de se inserir na história do anarquismo e se apresentar como um pensador libertário, Hakim Bey também se recusa a ser localizado em uma ideologia (uma projeção discursiva paralisante do real). Vale ressaltar que Hakm Bey foi um dos precursores do chamado pós-anarquismo, expressão que ganhou força após os protestos do Occupy Wall Street, em 2011.

Não é verdade que Hakim Bey não defenda uma revolução, a criação de uma nova terra política. O problema é que a revolução está sempre porvir. O que devemos fazer: esperar? Para além da revolução é preciso criar condições para que a liberdade seja possível aqui e agora, nesse tempo que podemos chamar de nosso. Se a revolução é o futuro, a TAZ é um acontecimento presente e intensivo:

[…] tais momentos de intensidade moldam e dão sentido a toda uma vida. O xamã retorna – uma pessoa não pode ficar no telhado para sempre -, mas algo mudou, trocas e integrações ocorreram – foi produzida uma diferença. (BEY, 2011, p. 16)

Os encontros que frequentemente resultam na criação da TAZ podem variar desde uma festa até um distúrbio coletivo minimamente planejado: encontros anarquistas, celebrações místicas, revoltas populares urbanas, experimentos artísticos ou qualquer encontro espontâneo entre amigos, por exemplo. Mais do que planejar esses encontros, trata-se de realizá-los como experimentações extraordinárias, diferentemente de todas as outras experiências segmentadas numa dada sociedade política: ida da casa ao trabalho, do trabalho para a casa; descanso; início novamente da mesma rotina: eterno retorno do mesmo, da mesma saturação ordinária de sempre!

A revolução está atrelada à lógica dialética da contradição instaurada por Hegel. Mas o que importa mesmo, segundo Bey, é o acontecimento intensivo, descrito por Deleuze e Guattari. Contra a lógica dialética, Hakim Bey estimula uma lógica do acontecimento, uma lógica do que se passa entre os corpos e de produção de diferença. Essa lógica do acontecimento suscita ações políticas, mas atravessa também as artes em geral. A dimensão estética é muito importante para a TAZ. Hakim Bey precisou ressaltar que a TAZ não é só performance estética, mas também agitação política. É uma espécie de simbiose dionisíaca na política. Política como experiência-limite.

Hakim Bey valoriza os levantes e insurreições que os historiadores comumente classificam como movimentos que fracassaram. Chegou a hora de afirmarmos o temporário como potência, e não fracasso. A TAZ desfruta mais do espaço ocupado do que do tempo de duração. Geografia antes da História.

Responsável por introduzir livres-pensadores do mundo inteiro em uma disputa pela narrativa do novo, Zona Autônoma Temporária tornou-se indispensável em qualquer "biblioteca da revolução".
Responsável por introduzir livres-pensadores do mundo inteiro em uma disputa pela narrativa do novo, Zona Autônoma Temporária tornou-se indispensável em qualquer “biblioteca da revolução”.

Nessa esteira, Hakim Bey desenvolveu um conceito que chamou de “fechamento do mapa”. A expressão aparece primeiramente no terceiro capítulo. A ideia é a seguinte: toda a geografia do globo terrestre se converteu em malha política. Não há mais um pedaço de terra sequer que não seja governado por uma nação, que não seja controlado por polícias e que não haja cobrança de impostos. Não há mais fugas possíveis para paraísos perdidos, como quisera Thoreau. Surge então o imperativo de criar espaços de liberdade capazes de esvaziar os poderes no coração dos controles, no centro das cidades urbanas. Para isso, é preciso entender que o que é produtivo é nômade. Dialogando com o Tratado de Nomadologia de Deleuze-Guattari, Hakim Bey prescreveu subjetividades nômades capazes de transitar entre espaços de diferenciação sem remorso e ressentimento da mudança contínua.

A revolução necessita de permanência. O revolucionário, no dia seguinte à revolução, se torna conservador. Seu objetivo passa a ser conservar o novo regime político-vital. Mas ele também ruirá cedo ou tarde. Antes de libertar o fora (a cidade, o país…), é preciso liberar o homem de si mesmo. Hakim Bey defende uma psicologia da libertação e um psiquismo nômade mais próximo do levante e da revolta temporária do que da sacrossanta revolução. Bey tensiona esse ponto ao longo de todo o livro.

No penúltimo capítulo do livro, Hakim Bey dialoga com a linguagem (que é também um espaço a ser ocupado e liberado). É preciso fazer a linguagem gaguejar. Linguagem como código, linguagem como fluxo livre: a literatura surrealista, tão cara à Bey, fez da escrita uma zona autônoma temporária.

Num dos apêndices que compõem o livro, Hakim Bey estabeleceu uma imagem mental para a TAZ: o jantar. Salta aos olhos a constância de Bey em articular exemplos externos à política convencional. Segundo Bey, o jantar é um dos momentos mais altos de nossas sociedades. Pessoas se reúnem pela afinidade e pelo prazer de comer e beber. Pouco importa quem se é. Há um trânsito livre de afetos e uma interação humana fundamentada na maximização de prazer. “A individualidade de cada um é totalmente admitida. O intercurso é perfeitamente livre”. Descrita desse modo, a coisa se torna interessante. Mas e o jantar de família, o encontro de gerações na mesa, o grande pai sentado ao topo? Hakim Bey defende uma substituição da família burguesa enquanto agrupamento humano para a formação de tribos “ciganas e andarilhas”. De todo modo, a imagem do jantar é intrigante. É o ponto mais difícil de engolir desse livro brilhante.

No quarto capítulo, Hakm Bey lança mão de uma discussão fundamental para o nosso tempo pandêmico: é a internet uma zona de autonomia temporária? Importante lembrar que Bey escreveu o texto em 1985, a internet era algo rudimentar. Não se tinha ainda as redes sociais e os algoritmos com informações pessoais para uso político. Os problemas eram outros: a internet é um espaço público? O Estado deve controla-la? Há limites para a liberdade de expressão? Os questionamentos lançados por Hakim Bey ainda ressoam em nossa contemporaneidade.

Na ocasião da escrita do livro da TAZ, Hakim Bey teceu elogios ao espaço cibernético.  A internet seria um espaço menos sólido, menos físico e, portanto, menos controlável. Mas ainda assim é uma zona de convivência humana e de trocas afetivas. A internet não foi criada para a liberdade, mas um uso livre é possível. De dentro da net podemos fazer surgir uma contranet – Bey também a chama de web. Hakim Bey emprega a palavra web para designar a estrutura aberta, alternada e horizontal de troca de informações (a rede não hierarquizada), a transformação da net em zona de autonomia. Já por contranet, Bey indica o uso clandestino, ilegal e rebelde, incluindo a pirataria de dados e outras formas de parasitar a internet.

No texto da TAZ, vemos um elogio explícito de Hakim Bey aos cyberpunks e aos hackers, os criadores profissionais de contranet e webs. Na entrevista para a High Times, em 2002, Hakim Bey voltou atrás e repensou a relação da TAZ com a internet. A proximidade com os cyberpunks se manteve, o que mudou foi a compreensão sobre o que é a net enquanto zona de sociabilidade. Apesar do usuário, a internet é um espaço sem corpo. A liberdade precisa de corpos. Se o corpo está em estado de alienação, então a liberdade não é completa. A internet pode auxiliar na criação de zonas autônomas temporárias “reais”, mas dificilmente ela se fará uma grande zona de autonomia porque marcada pelos controles cibernéticos e mediada pela tecnologia. A internet pode ser uma ferramenta a mais para a criação da TAZ.

Hakim Bey escreveu que não criou a TAZ, apenas descobriu seu dinamismo e a batizou. A TAZ acontece, está acontecendo de modo imperceptível em diversos lugares. Experiências temporárias são capazes de mudar uma existência por inteiro. Para que a experimentação da TAZ aconteça é preciso fazer da vida uma obra de arte a céu aberto. Nesse ponto, Hakim Bey sugere desvencilhar a experiência estética de todas as formas categóricas e das estruturas tradicionais para o consumo de arte (galerias, publicações, mídia). Há a sugestão para se experimentar da arte para além de toda e qualquer previsibilidade, e como sendo uma experiência extraordinária, como são claramente as experiências sugeridas:

–           Apresentações pirotécnicas não autorizadas;

–           Sequestrar alguém para fazê-lo (a) feliz;

–           Organizar uma greve em sua escola ou trabalho em protesto por eles não satisfazerem a sua necessidade de indolência e beleza espiritual;

–           Escolher alguém ao acaso e convencê-la de que é herdeiro de uma enorme, inútil e impressionante fortuna – digamos, 5 mil quilômetros quadrados na Antártica, um velho elefante de circo, um orfanato em Bombaim ou uma coleção de manuscritos de alquimia. Mais tarde, essa pessoa perceberá que por alguns momentos acreditou em algo extraordinário e talvez se sinta motivada a procurar um modo mais interessante de existência (BEY, 2013).

A TAZ existe para tornar a vida saborosa. Niilismo afirmativo do início ao fim. Muito de Nietzsche ressoa em Bey. Por mais que a TAZ seja uma tática política, seu compromisso último é com a liberdade de existir. A TAZ não visa substituir todas as outras formas de luta, é tão-somente uma opção a mais. Uma bela opção, sem dúvida.

Referências:

BEY, Hakim. TAZ: zona autônoma temporária. São Paulo: Conrad, 2011. Tradução de Renato Resende.

__________. Entrevista Hakim Bey. In: OBRIST, Hans Ulrich. Entrevistas: volume 4. Belo Horizonte: Cobogó-Inhotim, 2011b. Tradução de Daniela Cerdeira.

__________. CAOS: terrorismo poético e outros crimes exemplares. São Paulo: Conrad, 2013. Tradução de Patricia Decia e Renato Resende. __________. Entrevista com Hakim Bey na High Times (2002). Disponível em: < http://ptbr.protopia.wikia.com/wiki/Entrevista_com_Hakim_Bey_na_High_Times

Agradecemos pela leitura do nosso ensaio.

,Sobre o autor:

Alan dos Santos é professor de Filosofia e Políticas Públicas. Licenciado em Filosofia. Mestre em Filosofia Política. Doutor em Educação, Arte e História da Cultura. Psicanalista, participa do Seminário Permanente de Psicanálise Estrutural da EPE.

Instagram: @alan_santos_radar

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