,O Ofício do Ator! Uma entrevista com Júlio Oliveira

Por Cíntia Duque.

Revisão: Aline Machado.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Júlio Oliveira, 31 anos, nascido em São Paulo, tem um currículo de tirar o fôlego. Sim, senhoras e senhores, Júlio possui em seu currículo mais de 30 peças de Teatro; na TV esteve em novelas como “Ti Ti Ti”, “Sangue Bom”, 2 temporadas de “Os Dez Mandamentos” e “Jesus”.  Fez parte da divertida série “Hard” da HBO, na sétima arte, protagonizou o filme “Desconexo (Offline)” e atuou também em “Salve Geral”.

Conhecido por seu dinamismo e intensidade, além de ator, é também produtor, diretor, dramaturgo e um verdadeiro empreendedor artístico.

A seguir, você vai conhecer um pouco sobre a carreira de Júlio Oliveira, sua trajetória e os principais desafios de se fazer arte em nosso país.

Aprecie sem moderação!

Júlio, essa é uma pergunta que adoro fazer, pois sou sempre surpreendida por histórias diferentes, então começaremos por ela:

Cíntia – Quando foi que a arte começou a se concretizar em sua vida? Você teve o apoio da sua família? Sabemos que você é um artista multifacetado, super criativo e intenso em tudo que faz. Quais são as suas inspirações e o que te motiva?

Júlio – Olha, muito obrigado! A arte começou a se concretizar na minha vida quando eu comecei a fazer um curso de teatro infantil pelo Teatro Escola Macunaíma. Lembro-me que eu tinha 13 anos e o curso era muito mais uma recreação do que um curso de teatro em si, então eu comecei a arrumar muito problema com todas as crianças que faziam parte do curso. Elas queriam brincar e eu queria fazer de verdade. Eu arrumei briga séria a ponto de ser levado para a coordenação. Eu acho que ali, já tinha alguma coisa disputando um caminho diferente, um rumo diferente, uma importância diferente. Eu não tive o apoio da minha família, pois a minha família, sempre foi muito preconceituosa, muito tapada em relação a todos os quesitos relacionados à arte. Acho que isso é um grande reflexo de como a sociedade é. Grande parte pelos pais que querem o melhor para o nosso futuro, para nossa existência, mas imbuídos daqueles preconceitos básicos que passam pela cabeça do nosso inconsciente coletivo toda vez que falamos que vamos entrar no ramo da arte.

Mas que bom que a gente está conseguindo mudar isso! As minhas inspirações são poucas. Eu me inspiro muito em pessoas do meu dia a dia, pessoas que eu encontro no metrô. Eu fico olhando aquela pessoa e imaginando de onde ela vem vindo, para onde ela está indo, quantas horas ela trabalhou, será que ela está cansada? Quanto dinheiro ela tem na carteira? Imagino se está sentada com aquele tênis já bastante usado, pois não tem dinheiro para comprar um novo ou se está com um sapato novo porque trabalha em uma empresa multinacional. Eu sempre fico imaginando como será o futuro daquela pessoa, como que é o dia a dia dela ali, batendo o olho naquele momento. É uma curiosidade que tem me instigado mais do que a qualidade geral dos artistas que a gente tem hoje em dia. Eu não me coloco nesse patamar, de falar bem do meu trabalho, mas eu, com certeza, sou uma pessoa que leva a profissão muito a sério. Levo a sério demais. Acho de uma irresponsabilidade muito grande alguém fazer um curso livre qualquer e sair exercendo o que a gente chama de profissão e que temos lutado tanto para ser uma profissão respeitada.

Espetáculo - Píramo e Tisbe
Espetáculo – Píramo e Tisbe

Cíntia – Você é ator, produtor e diretor. Qual dessas funções surgiu primeiro em sua carreira? Qual é a mais desafiadora, e qual a mais prazerosa?

Júlio – Eu sou ator antes de qualquer coisa, sempre fui. O fato de produzir veio por uma questão de necessidade, não por uma questão de amor. Eu não tenho amor e prazer em produzir, eu produzo seriamente pela necessidade que se faz nos dias de hoje para conseguir continuar exercendo a profissão de ator. O ator-produtor é parte fundamental para a resistência do nosso teatro, porque se você não produz hoje em dia, fica refém de um mercado de trabalho que com certeza tende a não ser favorável para você, né?! E quando você produz, acaba ganhando uma certa liberdade de escolha, o poder de poder dizer não para certas coisas, por ter a capacidade de produzir outras.

O fato de dirigir veio conectado diretamente ao fato de eu ter começado a escrever. Foi um ato de ciúmes (rs). Eu já tive muito ciúme de entregar para alguém um texto que eu demorei tanto tempo escrevendo, e então decidi encarar esse desafio de dirigir e conseguir manter a originalidade do texto que eu tinha imaginado na hora que criei. Acabei descobrindo muito prazer na direção, acho que é de onde vem o grande prazer com as aulas que eu dou agora. Eu abri uma escola on-line, que na verdade, é um grande bate-papo e uma grande sala de troca. Com pessoas do Brasil todo, com pessoas de outros países, cada um de um canto e a gente conseguiu fazer uma troca incrível. Temos pessoas de idades diferentes, tenho aluno de 7 anos e já tive alunos de 72. Todos na mesma sala, trocando, fazendo cena juntos, era uma pluralidade, que nossa, dava uma multiplicação incrível!

Cíntia – Na peça Teatral “Equus” (texto clássico de Peter Shaffer-1973), você esteve ao lado do brilhante Elias Andreato.  Como se deu essa parceria e como foi atuar com esse gigante do teatro?

Júlio – O Elias Andreato é um senhor monstro. Com letras garrafais absolutas. Dá medo, dá! Só que, como fiz uma substituição, não tive tempo de pensar no medo que eu tinha. Eu tive que ser prático e conseguir resolver as coisas para que o espetáculo acontecesse. Então esse lugar de “medo do Elias” não é que não tenha existido por não ter motivos, ele não existiu, porque não tinha tempo de existir. Eu precisei aprender a jogar com o Elias, deixando toda aquela minha admiração de lado. Claro que hoje eu falo, babo, mas na época, eu não tive esse tempo. O Elias é de uma generosidade violenta e foi de uma generosidade muito violenta comigo. Sempre me tratou com muito carinho, com muito respeito e com muito jogo. Estar em cena confiando no jogo de alguém é parte fundamental da nossa produção. Eu sou apaixonado por ele e desejaria trabalhar com ele quarenta mil vezes mais.

Cíntia – Ainda sobre “Equus”, a peça possui uma cena memorável onde o personagem do criminoso, Alan Strang, fica completamente nu em cena. Você considera a nudez um desafio quando o assunto é Teatro? Como você se preparou para esse papel?

Júlio – Olha, o teatro por si mesmo já é um grande desafio, e a nudez é um fator a mais a ser considerado. No caso de “Equus”, a nudez faz-se extremamente necessária, e você chega a essa conclusão quando você compreende o texto, o motivo dele existir. Tinha fundamento naquela cena. Então mesmo que me dessem a opção de não ficar sem roupa, eu lutaria para fazer a cena original, porque eu compreendo quão necessário é para história que esse momento aconteça. A gente está sempre a favor do personagem, e sempre luta para chegar no patamar dele e acho que é esse o nosso desafio de ator. Compreender e se emprestar, sem nenhum devaneio maluco. O correto, o sucinto e aquilo que é necessário.

Eu também não tive tempo de me preparar, a primeira vez que eu fiquei nu foi na estreia. Como disse na pergunta anterior, eu tinha que ficar, eu sabia que teria que ficar, e eu simplesmente fiquei. Não tive tempo para lidar com isso mesmo sabendo que não estava preparado para ficar nu! Eu tenho questões de vergonha e de timidez como todo ator, mas acho que isso não pode ser levado para a cena. Então eu fico muito orgulhoso de mim por não ter levado isso, por não ter dado tempo. Tinha que fazer e fiz. Tive que aprender a lidar com a situação no momento. Eu jamais perderia um papel como esse pelo fato de não estar preparado para ficar nu. O nu é muito pouco perto do que eu ganhei fazendo esse papel.

Cíntia – Todos que de alguma forma são envolvidos com o Teatro, sabem que se trata de uma arte transformadora. Entre o drama e a comédia, na sua visão, qual possui o maior poder de transformar o público?

Júlio – Sem sombra de dúvidas é comédia. O drama chega para o público como uma parede demolidora e nem todo mundo está preparado para ser transformado com tamanha violência. Não digo que todo texto é assim, estou generalizando o drama, agora a comédia, tem o poder de conseguir te amolecer enquanto você absorve aquele recado. Eu já cansei de ver muitos e muitos textos onde o público ri, não entende direito do que está rindo, mas no fundo está rindo da sua própria desgraça. E aquilo, de alguma maneira, tem a capacidade de fazer com que ele reflita ao sair do teatro. Talvez mais do que como se fosse um drama. Cada um tem a sua importância, cada um tem o seu momento, cada um tem o seu público-alvo. Mas morando no Brasil, fazendo arte aqui, eu acredito mais na comédia.

Espetáculo - Dzi Croquettes
Espetáculo – Dzi Croquettes

Cíntia – No cinema você atuou em “Salve Geral”, com direção de Sérgio Rezende, ao lado de Andréa Beltrão, Denise Weinberg, Kiko Mascarenhas entre outros grandes nomes. Como foi essa experiência para você? Está em seus planos voltar a fazer cinema, atuando ou mesmo na direção de algum filme?

Júlio – Nossa, foi um prazer assim enorme, de uma honra muito grande, de uma ousadia muito grande e que poucas pessoas sabem. Trabalhei no “Teatro Shopping Frei Caneca” durante um tempo, fazendo uma produção pela qual, inclusive, nunca recebi até hoje (rs). Fiz muita amizade com o pessoal de lá, então tinha o costume de estar no “Shopping Frei Caneca”, fazendo a escola do Wolf. Eu subia no teatro para dar oi para o pessoal de vez em quando e numa dessas idas, eu vi num quadro de avisos escrito assim: “Atenção galera da limpeza! Amanhã deixar o palco limpo às 11h para testes do filme do Sérgio Rezende”. Eu juntei o nome à pessoa e fiz questão de aparecer lá no dia seguinte, na cara e na coragem. Dei de cara com a Denise Weinberg, e sem ter dimensão de com quem estava conversando, falei que queria muito fazer o teste.

A Denise tentou me explicar que já estavam numa fase de callback, conhecendo outras pessoas e tal, e no meio dessa explicação um deles não compareceu! Então eu fiz o teste para a Denise e para Júlia Rezende, hoje uma cineasta maravilhosa e filha do Sérgio. Consegui o papel (rs). Foi muito legal, foi muito importante para mim, porque eu comecei em algo muito grande, com gente muito grande e que me deu um aprendizado sem fim! Tive oportunidade de repetir o trabalho com vários deles ao longo desses últimos anos, e isso me deixa triplamente honrado, porque é um reencontro com quem aprendi muito! Estou neste momento com um filme que está viajando o mundo, em vários festivais desses mais importantes- acho que nós estamos em seis dos mais importantes festivais de cinema que existem no mundo.

O filme se chama “Desconexo” e feito antes da quarentena, mas que por um acaso, teve uma temática totalmente parecida com ela. Existem duas dessas premiações que eram para estarmos presentes e, claro, a viagem não pôde ser feita por conta da pandemia! Temos agora mais um novo projeto da mesma produtora, não é exatamente uma continuação do “Desconexo”, mas é um segundo filme na mesma linha com uma temática interessantíssima. E, claro, dirigir cinema seria um sonho muito grande, seria um prazer muito grande, porque quando fazemos teatro damos ao público a opção de escolher o ponto de vista da história que ele quer assistir. Quando se faz cinema, você escolhe um ponto de vista que você quer que o público assista! Então você tem que ter uma visão pessoal muito grande, mas, ao mesmo tempo, conseguir com que isso se expanda para que o público inteiro compreenda a sua visão daquela história.

Cíntia – É de extrema importância, principalmente no país em que vivemos, onde há pouca ou quase nenhuma lei de incentivo para a arte e cultura, que o artista seja empreendedor de si. Você percebeu isso muito rapidamente e começou produzindo “Eu Nunca”, uma peça que falava sobre os desafios, dores e delícias do início da vida adulta. Tendo esse tema como gancho, quais são os maiores desafios e dificuldades para quem quer empreender na área artística no Brasil?

Júlio – Eu acho que o maior desafio de conseguir empreender na área artística no Brasil é conseguir ser levado a sério. Fazer-se ser levado a sério! Às vezes tem que ser como forma de imposição. Muita gente chega do nada e quer sentar-se na janelinha. Muita gente chega do nada e não aceita começar a subir de degrau em degrau. Quando se começa um projeto, principalmente independente, você tem mais vontade de realizar do que qualquer outro quesito. E não é porque se trata de um projeto independente que ele tem menos qualidade! Isso precisa ficar muito claro! Da mesma maneira que eu posso fazer um projeto com milhões de reais que tenha como proposta ser um palco vazio com ator.

Eu acredito no trabalho do ator, se você não tem ator, você não tem nada. O resto é só perfumaria! Eu acho que a divisão de dinheiro público é muito nebulosa, mas ao mesmo tempo, pessoas que julgam essa divisão nebulosa são pessoas que ficam somente na crítica também e não fazem nada para mudar. Então, para mim, empreender é uma questão de necessidade. Acho muito confortável a gente ficar sentado na sala, no nosso sofá, reclamando da situação e não fazer absolutamente nada. O teatro vai voltar em algum momento e vai voltar por quem for começar esse processo. Eu sempre digo que o primeiro passo é o mais importante, então, acredito muito nele. Eu estou sempre dando vários e vários primeiros passos em relação ao empreendedorismo. Estou sempre montando alguma coisa com dinheiro, sem dinheiro, com lei, sem lei, mas estou sempre executando. A Fernanda Montenegro tem uma frase maravilhosa: Faça! Faça do tamanho que puder, mas faça!

Se Fernanda falou, está dito. Claro que, com muita responsabilidade. Não vamos esquecer disso.

Cíntia – Você possui em seu currículo mais de 30 peças de teatro, dentre elas a peça produzida e dirigida por você recentemente, “Sapozo e Baratita”. Um espetáculo infantil com texto de Marcio Tito e atuação das atrizes Déo Patrício e Débora Sartori. Como foi para você esse retorno depois de tanto tempo longe do Teatro? Quais são as suas preocupações enquanto produtor e diretor de um espetáculo infantil? E qual é a mensagem que você quer deixar para esse público tão especial? Teremos uma próxima temporada?

Júlio – Olha, “O Sapozo e a Baratita”, basicamente, fala sobre dois personagens improváveis de se encontrarem, de se reconhecerem e de se respeitarem. Possivelmente se apaixonarem, possivelmente se odiarem, mas terem uma relação. Acho que a gente vive num mundo de preconceitos onde a separação é muito recorrente. As pessoas são tão distantes que não têm tempo, às vezes, nem para se odiar. E quando tem algum ódio, esse ódio é infundado, ou até quando tem algum amor, ainda é um amor infundado, porque não tem proximidade. Então, acho que o espetáculo promove isso, sabe, esse encontro. Em tempos de distanciamento social, falar de encontro tem sido um grande tesouro! Eu acho que o Marcio Tito, tem uma capacidade ímpar, ímpar, ímpar, de conseguir contar essa história. Somou-se com isso, claro, um pouco da minha visão como diretor, que só foi coroada pela contribuição da Déo e da Débora, que fizeram com maestria esses papéis podendo, além de tudo, se divertir como elas se divertiram em cena, era lindo!  Claro que teremos nova temporada e em breve você terá mais notícias, e prometo contar aqui em primeira mão para vocês. Mas posso adiantar que já temos algo mais ou menos certo, sim.

Musical - Madagascar
Musical – Madagascar

Cíntia – Estamos na era do Teatro on-line, pensa em fazer algo desse gênero? Você acha que o Teatro on-line veio para ficar?

Júlio – Eu acho que eu vou acabar falando mais sobre gosto do que sobre opinião. Eu não gosto do teatro on-line. Eu acho que a grande riqueza do teatro, em si, está no ao vivo. E o ao vivo não é só uma questão de ter um espectador e um ator fazendo coisas no mesmo tempo e espaço, tem a ver com uma troca presencial completamente inexplicável. Completamente não racional, sabe. Muitas vezes a gente até tenta fazer alguma coisa pela internet, pelo on-line, mas a gente sempre fica na mão da técnica. A gente fica na mão da conexão do computador, de algo que pode variar além somente da nossa interpretação. Isso pode fazer com que a mensagem chegue de maneira atrasada, torta, deturpada, escura e sem áudio para o nosso interlocutor- isso me preocupa um pouco. Eu reconheço a importância do teatro on-line em tempos de pandemia, mas não acho que ele tenha vida longa, não.

Cíntia – Tenho grande paixão pelos musicais, você esteve atuando em “Madagascar”, “Peter Pan”, “Fadas e Gigantes”, entre outros. Você tem vontade de produzir ou atuar em algum musical autoral brasileiro? Na sua opinião, o mercado está aberto para esse nicho?

Júlio – Com certeza! Nossa, eu acho maravilhoso podermos trazer musicais de fora, porque eles sabem fazer isso muito melhor do que nós, e é um mercado que já existe há muito tempo! Só que aqui no Brasil, nós temos histórias maravilhosas e muito mais ricas do que muita coisa que vem de fora. Acho muito importante não ter que fazer uma escolha entre uma coisa e outra, pois é bacana trazermos referências de quem sabe fazer o que faz, mas também aprendermos, em paralelo, a contar as nossas próprias histórias. Eu acho que falta um pouco desse balanço.

Júlio, muito obrigada por disponibilizar um pouco de seu tempo para essa troca. Foi uma experiência muito enriquecedora para mim e tenho certeza de que será igualmente para os leitores. Estendo meu agradecimento ao Marcio Tito e ao Deus Ateu pelo convite e pela oportunidade de mais uma vez exercer aquilo que me deixa mais feliz: estar próxima do teatro e dos que o fazem de maneira tão brilhante acontecer!

Eu quero agradecer o espaço, de coração. Eu acho fundamental a gente poder contar com quem constrói pontes. Ter alguém disposto a dizer alguma coisa, e ter alguém disposto a ouvir é parte fundamental da nossa existência. Nesses tempos em que o isolamento social tem se feito necessário, quem cria pontes também tem se feito mais necessário ainda, então de verdade, são vocês que conectam essas pessoas. Muito, muito obrigado!

Agradecemos pela leitura da nossa entrevista.

,Sobre a entrevistadora:

Cíntia Duque​ é Pedagoga, estudante de crítica teatral, editora de conteúdo no site eunoteatro.com.br e perfil no instagram @eunoteatro , voltado a divulgação de espetáculos, artistas e toda forma de arte e cultura.

Instagram: @eunoteatro

Instagram do entrevistado Júlio Oliveira: @juliooliveira1

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