,Departamentos Misteriosos – Uma entrevista com Chico Carvalho

Por Marcio Tito.

Revisão: Aline Machado.

A Grande Orquestra do Mundo (2020)
A Grande Orquestra do Mundo (2020)

Fora um ou outro dramaturgo ou dramaturga sofrerem análises demasiado cartesianas em cursinhos pré-vestibulares, ou alguma dramaturgia de sucesso internacional tornar-se filme em Hollywood, quase nunca ouvimos falar do teatro (fora do ambiente teatral, fora da comunidade dos artistas de teatro).

O assunto do teatro, e que pena! raramente pauta o debate público. E é mais raro ainda vê-lo surgir para ocupar algum espaço na programação das emissoras de televisão, nos jornais, em podcasts ou em programas de rádio.

Em suma: se quiser ver ou saber sobre teatro: Vá ao teatro! Afinal, são raríssimas as incursões que nos ofertam as belezas das artes cênicas fora do espaço entre a coxia, a bilheteria e a ribalta.

Entretanto as poucas experiências que temos, talvez também por seus fazedores e fazedoras saberem da responsabilidade que se ergue nessa hora, surgem com raríssima decisão e extraordinário refinamento.

– Persona em Foco (2015), da TV Cultura, é um desses momentos capazes de reunir excelente curadoria, longevidade e inesquecíveis momentos, além, é claro, daquilo que sempre nos interessará nos programas de TV – entretenimento, informação e bom acabamento técnico.

Desta arena midiática irregular, com ânimo inesperado, surge um programa cujo fôlego aponta para além. Os 14 episódios de “A GRANDE ORQUESTRA DO MUNDO” já nos renovam o amor e o astral! O programa, apresentado e criado por Chico Carvalho, é uma festa entre-estilos.

História, informação, música, dramaturgia e personagens compõem uma luminosa incursão ao mundo do teatro (junto à outras artes – numa rara sintonia).

Abaixo, com muito mais intuições do que certezas, o próprio Chico Carvalho comentará a experiência, o processo, o resultado e qual a vocação inicial do projeto. Desta conversa, porque nos interessa a troca, restará a esperança de que esses 14 espetáculos, cenas ou programas, se transmutem num trabalho continuado!

Marcio Tito – Parece que o trabalho oferece ao expectador (ao ouvinte rs) uma certa qualidade de experiência. Encontramos uma canção, curiosidades, história, e tudo isso parece nos apresentar não só didaticamente o período, mas também, como em uma peça de teatro, a atmosfera que cerca aquele momento…

Chico Carvalho – Talvez seja mais esclarecedor eu te falar como eu fui “parar” na Rádio Cultura, agora, para apresentar esse programa. Eu sou formado em Rádio Televisão. Além da formação como ator na UNICAMP, eu fiz Rádio na Cásper Líbero, aqui em São Paulo.

Eu era, antes disso, e talvez por essa razão eu tenha ido estudar Rádio Televisão, eu era um ouvinte assíduo da Cultura FM. Quando eu entrei na faculdade, logo consegui um posto de estágio da Rádio Cultura e lá fiquei por dois ou três anos. Foi muito interessante. Aprendi muita coisa, e eu fui fazer Rádio Televisão por conta do rádio! Eu não me interessava por câmera, cinema, nada disso rs. Fui por conta do rádio!

Fiquei uns dois ou três anos lá, e saí pra dar prosseguimento a minha carreira como ator, mas o rádio sempre esteve como uma das minhas grandes paixões. Meus grandes interesses incluem o rádio porque eu acho um veículo fundamental para a construção da imaginação e pra produção de cultura. O rádio, acho, é um veículo de resistência a um certo sentido mercadológico que a imagem tem de uma maneira muito poderosa. 

Bom, durante essa pandemia ainda no ano passado, eu recebi um convite por parte do Alexandre Tonbella, que é hoje o diretor da rádio (com quem eu tive um contato na época em que eu era estagiário, quando ele trabalhava como produtor lá).

Ele tem uma faixa, aos domingos, na grade de programação, que é um espaço reservado a experimentações. Ele queria alguma coisa voltada ao teatro, junto com música.

A Rádio Cultura é uma rádio de divulgação da música instrumental sinfônica, então, a única questão que ele me colocou era que o programa deveria tratar da palavra, do teatro em si, mas junto com música.

Eu tive uma carta branca para oferecer a ele uma estrutura de programa. Foi assim: eu propus quatorze programas. Eles têm 14 semanas reservadas para essa faixa aos domingos – às 14 horas.   

Ofereci a ideia de um programa que desse um pouco de informação sobre a trajetória do teatro, porém algo minimamente cronológico e bastante segmentado, porque não há como contar toda a história do teatro nesse período (a ideia, por isso, também se reservava à história do teatro ocidental).

Então, Tito, foi muito bacana porque eu fui elaborando os programas. Escrevi os roteiros, fiz a seleção musical e apresentei. Isso junto com uma equipe muito bacana: Vilmar Bittencourt, diretor do programa; Douglas Santos era o montador, uma figura importantíssima que faz a costura, a edição de tudo; e a Fernanda Ribas, que era a estagiária que buscava as trilhas musicais.

Então a cada programa, embora houvesse um tema, eu fui brincando um pouco com os formatos. Alguns eram mais educativos, didáticos, outro mais experimentais do ponto de vista dramatúrgico. Em alguns eu fiz uma “adaptação” de um texto teatral para o rádio, na voz de um locutor, sem elenco, mas, ali, um locutor contanto a história do assunto em questão… Então foi assim!

Eu quis brincar, principalmente, com a ideia de que o ouvinte precisa também trabalhar com a sua imaginação. Eu não ofereci um formato jornalístico. Eu contava um pouco o assunto e deixava a música sustentar a narrativa, porque a música tinha que dar prosseguimento à fábula, às palavras que eu emitia. Dessa forma, voltar um pouco àquilo que o rádio fazia de forma muito frequente: produzir também literatura, seja dramática, ou a literatura da prosa.

Um locutor que está ali como veículo da palavra de grandes autores, e também ao lado disso experiências muito próprias, do ponto de vista do meu trabalho de ator.

Então eu misturava tudo isso: um pouco de autobiografia rs, das minhas experiências, mas sem ficar íntimo, podendo combinar com aspectos ficcionais, a minha voz interpretando personagens ou fabulas, e o aspecto informativo, junto da música. Foi isso que eu tentei fazer nos quatorze episódios. Tentei acionar o ouvinte também no ponto de vista da imaginação, para que ele juntasse a palavra e a música e fosse algo de interesse. Que não fosse algo hermético, mas que fosse acessível ao ouvinte, e que ele pudesse também se exercitar em casa, sem apenas absorver informação, ou só ouvir música. Mas que juntasse esses departamentos todos.

Radialista e Ator - Chico Carvalho em Estado de Sítio. Clássico de Camus, dirigido por Gabriel Villela_
Radialista e Ator – Chico Carvalho em Estado de Sítio. Clássico de Camus, dirigido por Gabriel Villela

Marcio Tito – Pois bem! Isso mesmo! Eu acho que, quando você coloca a ideia de que o ouvinte precisa trabalhar a criatividade, isso como se deu de uma forma muito peculiar. Eu, como ouvinte, fiquei muito interessado com as formas que você elegeu para cada programa. Por exemplo, no último você vai dizer “eu”, talvez, pela primeira vez. Então isso trouxe um sabor. Ora personagem, ora narrador, o próprio Chico. Você trouxe muitas variantes.

Bom… Eu tenho 29 anos, acho que temos idades próximas, mas, posso te dizer com segurança que a minha primeira experiência com rádio foi na apreciação do programa que você apresentou e concebeu. E eu coloco isso para fazer um paralelo entre aquilo que a gente desgosta porque desgosta e aquilo que a gente em sabe que existe! Se rádio fosse sempre assim, eu ouviria sempre.

Sendo assim, claro, eu me pego imaginando as respostas dos ouvintes…

Chico Carvalho – Olha, Tito, a resposta foi maravilhosa! Recebi uma série de mensagens, e-mails, e muita gente incentivando a continuidade, e eu, por mim, continuaria fazendo “ad infinitum” rs. Porque é muito interessante fazer! Eu sou suspeito. Sempre gostei de rádio e acho que tem tudo a ver com o trabalho do ator, tanto é que eu fui fazer rádio até de forma intuitiva, inconsciente, para me auxiliar no meu trabalho de ator no teatro.

Eu acho que as duas coisas estão muito ligadas, são departamentos misteriosos. Eu acho que a intimidade do ouvinte para com o rádio é velada. Porque você não enxerga o locutor, quer dizer, tem essa camada misteriosa de você acionar com a audição aquilo que é dito, e o trabalho do ator de teatro, embora estejamos em uma época pavorosa onde o ator se exibe o tempo inteiro… Mas, a rigor, se pensarmos na tradição, no lado positivo da tradição, é um trabalho onde o ator se mascara! Aonde ele se coloca numa posição de se esconder, para vestir uma indumentária que altera o corpo e a voz, para se estar à disposição de uma fábula, de um autor, que não é a experiência particular do ator! Então, acho, essas duas dimensões se juntaram nos meus desejos, sabe?

Olha, é importante dizer também que a Rádio Cultura é um oásis! Isso que eu estou falando, encontrar um terreno onde se possa fazer isso, é um privilégio. A Rádio Cultura, a Rádio USP… E eu digo isso com o maior orgulho: Não é uma agenda cultural. É uma rádio que produz cultura! Há um elenco de músicos, de maestros, de artistas que estão lá não só fazendo a gente ouvir música, mas contando como a música é feita. Dando uma opinião e uma voz que não é simplesmente informativa, mas é de produção de conteúdo cultural. Além, claro, de divulgar o que o que acontece na música em São Paulo e em outros lugares. Isso é um privilégio, um oásis.

Tito, assim, rádio era um veículo fundamental na construção dos atores do passado. Eram muitas as adaptações radiofônicas, literárias, radio teatro, livros de poesia, então é uma pena que a gente tenha perdido isso.

É curioso… Você tem 29. Não somos tão próximos rs, vou fazer 42, mas eu ouvia muito rádio. E ouço ainda.  No carro, em casa, eu tomo café da manhã ouvindo rádio. E não podcast. Rádio mesmo, ao vivo.  Enfim… a resposta foi muito boa!! E eu quero, espero e desejo que logo eu volte a fazer algo do gênero, porque me dá muito orgulho, satisfação, entusiasmo e crise! Crise no sentido do desejo de fazer algo bom. De conseguir fazer algo bacana que contribua para alguma coisa que esteja mais perto de uma humanidade. A gente tem perdido tudo, mas que faça a gente voltar a um senso comunitário de apreciação, de contemplação, a palavra é essa! A música nos inspira a contemplar, e a palavra também pode fazer isso. Então, juntar esses departamentos é uma maravilha. Só estou dizendo do desejo de continuar isso. Me dá muito entusiasmo!

Olha, só para dar uma continuidade, vamos falar que o nosso grande tema dramático é a novela, né?! Nosso país é um país de melodrama, e a grande referência do ator vem desse modelo, pela televisão. E a novela surgiu primeiro no palco do teatro, na França, lá no início do século XIX, depois da Revolução Francesa e depois- esse formato-, do vilão, da mocinha, da trama rocambolesca, vai de um canto, vai pro outro, o vilão racional e a mocinha religiosa, o bem vencendo o mal…

Esse modelo de melodrama vai pro rádio nos anos 40, 50, quando o rádio é inventado. E a radionovela foi um sucesso estrondoso, e esse modelo depois foi para a televisão. Então veja como o rádio foi responsável inclusive pela construção de uma identidade nacional de formato dramatúrgico que até hoje a gente consome…

Radionovela, radioteatro, adaptações radiofônicas, radio literatura… Nelson Rodrigues! “A Vida Como Ela É” era vida lida no rádio pelo Procópio Ferreira! Fernanda Montenegro, Dulcina de Moraes, Laura Cardoso, Bibi, enfim, todos os bons atores passaram pelo rádio. E são excelentes atores. Então, havia aí um espaço de inteligência que hoje, infelizmente, é muito raro.

Os deliciosos espetáculos radifônicos_
Os deliciosos espetáculos radifônicos

Marcio Tito – Eu ainda fiquei com essa ideia óbvia, mas tão ausente, de que o ator deveria desaparecer atrás da personagem tanto quanto o locutor no rádio rs

Mas, vamos tentar seguir!

O conteúdo que você elabora é didático de forma não-cronológica. Não é uma aula que começa com a explicação, um exercício e uma solução. É um conteúdo didático porque experienciamos um pouco a experiência da narrativa dos autores citados. Me marcou demais o capítulo “Tennessee Williams” porque tem aquela melancolia, aquela ironia densa, sarcástica, e você faz isso com música não sugestionada também, sem a palavra para ilustrar, enfim… Digo isso porque passei adiante o material e quem ouviu adorou. Então quando você fala da resposta do público eu me pergunto – quem é essa gente? Quem está escutando rádio e ainda está entrando nessas faixas experimentais?

Chico Carvalho – Desde sempre contamos histórias para adiar o fim. A vida não é suficiente, e o que é o homem senão isso? Precisamos inventar fábulas. Essa é a nossa função como ator. Então uma pessoa que tenha esse dom, esse poder, e eu espero ter algum nesse sentido rs, estou experimentando essa qualidade de evocar pela narrativa, e fazer isso em um ambiente coletivo.

Um contador de histórias ao redor de uma fogueira pode tudo! Tá tudo em Scheherazade. Essas narrativas ancestrais que estão em nosso DNA. Eu pensei nisso tudo! Depois me acalmei e pensei em ser interessante. Você tem razão, cabe tudo! O universo cabe na voz de um narrador. E o rádio apostar nisso é interessante, arriscado…

Agora, com relação ao público… É um público absolutamente fiel! Assim como eu era, como eu sou. É um público não tão jovem, não conectado ao podcast, por exemplo. Mas é tudo opinião, não tenho essa pesquisa para apresentar… É alguém disposto a escutar algo que tenha o tempo da fruição. Agora, por outro lado, o Tonbella, que me convidou, ele propõe o experimental. Então tem certa velocidade diferente da fruição de uma música.

Marcio Tito – O papo está no teatro, no rádio, no teatro… Mas vamos puxar para o teatro? Vamos falar da Cia do Bife? Vocês trouxeram coisas no formato radiofônico, não foi?  Qual característica você destaca nesse trabalho?

Chico Carvalho – A Cia do Bife é um dos meus maiores orgulhos! São atores e atrizes que encontrei no Célia Helena, quando dei aula de teatro lá. Dirigi uma montagem e surgiu uma afinidade, a vontade de continuarmos uma pesquisa. Eu aceitei essa proposta sob a condição de que eu estivesse na dramaturgia. Eu adoro dramaturgia! Adoro escrever. Eu não me arriscaria a dirigir um clássico, gosto mesmo da construção da cena.

Nesse sentido eu me lembro do rádio, porque eu, como ator, adoro voz.  Acho que a personagem surge pela voz. O corpo é uma consequência da voz. Não dá pra separar, mas, o carro-chefe, o que vem na dianteira é a reverberação do texto no espaço.

Então, os trabalhos da Cia do Bife têm essa característica – eles poderiam ser transpostos para o rádio, isso porque a gente se preocupa em “falar bem”, em termos um tipo de presença antinatural. Porque ninguém fala na vida cotidiana como fala no palco. Então, fazemos um teatro esquisito, que seja bonito de assistir. Que se possa ouvir tudo o que é dito. Isso é deliberado.

A Cia do Bife é o lugar onde eu desovo o meu desejo de dramaturgo. Isso me ajuda também como ator. Eu estou na função de entender o quanto podemos trabalhar a voz. Para construirmos aos poucos um universo. Então é um teatro antirrealista, anti-naturalista, anti-psicologizado. As pessoas que entram na sala de apresentação, diante do palco, têm certeza de que aquilo é teatro e não poderia ser outra coisa senão teatro.

Claro que tudo precisa ser humano. Não se pode construir tudo na base da mecânica ou do virtuosismo. Não somos performers. A gente gosta da personagem. Mas isso tudo pela moldura de uma voz, de um corpo teatro, mas, para construir humanidade. Não pode ficar chato. Precisa ser acessível também.

Pequena Ladainha Anti-Dramática - Com a Cia do Bife
Pequena Ladainha Anti-Dramática – Com a Cia do Bife

Marcio Tito – Mais uma vez o Nelson Rodrigues aparece… Ele falava muito da reescrita, de sempre falarmos e pensarmos o que já fizemos. Sua revisita à voz. Tudo isso parece óbvio. Por exemplo “ouvir tudo o que é dito no palco”, isso é óbvio. Mas não é que se vê nos palcos…

Enfim rs, tentando não fugir dos temas… Caso aconteça de termos uma continuidade para os 14 programas, você imagina ou gostaria de intuir alguma direção?

Chico Carvalho – Olha… as possibilidades são infinitas! Adoraria fazer algo semanal, como os folhetins, adaptando “Memórias Póstumas”. Por semana… um capítulo! Inventar novas histórias. Ter um elenco. Montar peças. Ter o elenco ao vivo. Poesia. Peças de teatro. Peças estrangeiras, nacionais, contemporâneos.

Nada original, mas a prática de construção desses materiais poderia ser bastante interessante e aberta às possibilidades.

Eu tornaria uma parte disso voltado às histórias, à palavra, e à música como complemento. Acho que ninguém mais aguenta ser ensinado nesse sentido. Histórias sem moral nenhuma, apenas contextos ficcionais. Que talvez não tenham espelhamento com a realidade. Falta “conto de fadas”. Um ano de “Contos de Fadas”. A Cultura já teve, atores britânicos famosos encenavam os Grimm.

É isso… Eu sou interessado em continuar essa ventura. Espero que dê certo!

Marcio Tito – Falando vai surgindo. Ao infinito! Teleteatro. Peças radiofônicas. Isso tudo faz muita falta. Vou ficar torcendo. Me lembrei que na Cultura tinha um programa com atores e atrizes todos de preto, declamando coisas… Drummond.

Enfim… Muito obrigado! Pela disponibilidade. Por abrir esses “departamentos misteriosos”. Dá vontade de correr e ir ligar um rádio. Não tem nada de novo, mas é urgente. E a gente sente falta. Abraços!

Chico Carvalho – Foi ótimo. Obrigado pelo interesse! Eu que agradeço.

Agradecemos pela leitura da nossa entrevista.

,Sobre o entrevistado:

Radialista e ator, formado respectivamente pela Faculdade Cásper Líbero e pela Unicamp, além de ter destaque como um dos mais interessantes atores de sua geração, Chico Carvalho é também diretor e autor na Cia do Bife.

Todos os episódios estão disponíveis em: https://cultura.uol.com.br/radio/programas/a-grande-orquestra-do-mundo/

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